Cirurgia de Varizes: Safenectomia e Flebectomia — Técnica Completa e Instrumentais
A insuficiência venosa crônica dos membros inferiores é uma das condições mais prevalentes da medicina contemporânea. Estima-se que 25–30% da população adulta apresenta algum grau de varizes dos membros inferiores, com prevalência maior em mulheres, pacientes com trabalho prolongado em ortostase e indivíduos com histórico familiar da doença.
Quando as varizes sintomáticas — dor, peso, edema, câimbras, alterações tróficas — não respondem ao tratamento conservador com meias de compressão e medidas posturais, a abordagem cirúrgica é indicada. A safenectomia com stripping da veia safena magna ou parva, combinada à flebectomia das colaterais varicosas, é o padrão-ouro do tratamento cirúrgico com décadas de resultados documentados.
Neste guia técnico da Universidade Ortop, você vai conhecer cada etapa da técnica cirúrgica de tratamento de varizes: posicionamento, marcação pré-operatória, exposição da crossa, ligadura das tributárias, extração com Fleboextrator Conjunto com 09 Olivas, flebectomia com Kit Agulha para Varizes 16 CM e fechamento por planos.
O que você vai aprender neste artigo
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Indicações clínicas da safenectomia e flebectomia
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Posicionamento em Trendelenburg e marcação pré-operatória
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Instrumentais de acesso e exposição vascular inguinal
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Técnica operatória: ligadura da crossa, stripping e flebectomia de colaterais
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Dissecção fina e preservação do nervo safeno
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Finalização: hemostasia, enfaixamento compressivo e fechamento
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Boas práticas e considerações técnicas em cirurgia de varizes
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FAQ — perguntas frequentes
1. Indicações Clínicas: Quando a Cirurgia de Varizes é Indicada?
A decisão cirúrgica no tratamento de varizes é baseada na combinação de sintomas clínicos, classificação CEAP (Clinical-Etiology-Anatomy-Pathophysiology) e resultado do duplex scan venoso. As principais indicações são:
1.1 Insuficiência Venosa Crônica Sintomática
A insuficiência venosa crônica (IVC) é classificada pelo sistema CEAP em seis classes clínicas, da C0 (sem sinais visíveis) à C6 (úlcera venosa ativa). As indicações cirúrgicas mais frequentes são:
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CEAP C2: varizes tronculares visíveis e palpáveis, sintomáticas (dor, peso, cansaço), com refluxo documentado no duplex scan
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CEAP C3: edema venoso crônico — indicação cirúrgica quando há refluxo safeno documentado e o edema não responde ao tratamento compressivo
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CEAP C4: alterações tróficas cutâneas (lipodermatosclerose, hiperpigmentação, eczema venoso) — cirurgia para interromper a progressão para úlcera
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CEAP C5 e C6: úlcera venosa cicatrizada ou ativa — safenectomia melhora o ambiente de cicatrização e reduz a recidiva ulcerosa em até 60–70%
1.2 Flebites de Repetição
A tromboflebite superficial recidivante — especialmente na veia safena magna — é indicação de safenectomia eletiva entre os episódios agudos. A safena trombosada repetidamente apresenta paredes espessadas e irregulares que a tornam fonte de processo inflamatório crônico e risco de progressão para trombose venosa profunda quando a trombose atinge a crossa.
1.3 Indicações Estéticas Associadas
Varizes de grande calibre sem sintomas funcionais significativos podem ser tratadas cirurgicamente por indicação estética quando o paciente assim solicita, após adequada avaliação de risco-benefício e duplex scan pré-operatório para mapeamento do sistema venoso superficial e profundo.
2. Posicionamento em Trendelenburg e Marcação Pré-Operatória
2.1 Posição de Trendelenburg
O paciente é posicionado em decúbito dorsal com leve elevação dos membros inferiores — posição de Trendelenburg de 10–15°. Essa posição facilita o esvaziamento das veias varicosas por gravidade, reduzindo o volume sanguíneo intravascular nos segmentos a serem operados. Isso diminui o sangramento durante a dissecção e melhora a visualização das tributárias da crossa durante a ligadura.
A assepsia deve ser ampla e bilateral, abrangendo de ambos os pés até a região inguinal — mesmo quando a cirurgia é unilateral —, pois o manuseio do membro durante o procedimento pode levar a contaminação cruzada se o campo não estiver preparado adequadamente nos dois membros.
2.2 Marcação Pré-Operatória com o Paciente em Pé — Etapa Indispensável
A marcação pré-operatória das varizes com o paciente em pé é etapa fundamental e insubstituível da técnica cirúrgica de varizes. Com o paciente na posição ortostática, as veias varicosas ficam ingurgitadas e visíveis, permitindo ao cirurgião mapear com caneta cirúrgica dermográfica toda a extensão das colaterais a serem removidas.
Após o posicionamento em Trendelenburg e a indução anestésica, as veias colabam e desaparecem da superfície cutânea — tornando impossível identificar o trajeto das colaterais sem o mapeamento prévio. A marcação pré-operatória é o mapa que guia toda a fase de flebectomia.
3. Instrumentais de Acesso e Exposição Vascular
A exposição da crossa da veia safena magna — a junção safenofemoral na região inguinal — é a fase mais delicada da safenectomia. A região inguinal contém, além da veia safena e suas tributárias, a artéria e veia femorais comuns, o nervo femoral e os vasos linfáticos inguinais. Uma dissecção inadequada pode lesionar qualquer dessas estruturas nobres.
4. Técnica Operatória: Safenectomia e Flebectomia
A safenectomia é realizada em duas grandes fases: a ligadura da crossa na virilha e o stripping (extração) do tronco safeno. A flebectomia de colaterais completa o procedimento.
4.1 Ligadura da Crossa com Pinças Halstead Mosquito, Pean e Allis
Após a exposição da junção safenofemoral, realiza-se a identificação e a ligadura individual de todas as tributárias da crossa da veia safena — tipicamente 4 a 6 tributárias, incluindo a epigástrica superficial, a pudenda externa, a circunflexa ilíaca superficial e as veias da coxa medial e lateral.
As Pinças Halstead Mosquito (Reta e Curva) 120mm são os instrumentais de escolha para o clampeamento dessas tributárias: seu calibre fino de mosquito é adaptado ao diâmetro reduzido das tributárias, com força de preensão suficiente para ocluir o vaso sem esmagar ou lacerar a parede venosa fina. A versão curva facilita o contorno da veia em posições posteriores e mediais da crossa.
As Pinças Pean 160mm auxiliam no clampeamento de tributárias de maior calibre e na tração controlada da crossa durante a ligadura. As Pinças Allis 150mm permitem a preensão da adventícia e do tecido perivascular para tração e exposição das tributárias sem deslizamento — sua garra dentada segura tecido fibroso com firmeza sem laceração.
4.2 Safenectomia por Stripping com Fleboextrator Conjunto com 09 Olivas
Após a ligadura da crossa e a secção da veia safena junto à junção safenofemoral, o Fleboextrator Conjunto com 09 Olivas é introduzido no interior da veia safena pela extremidade proximal (crossa) e avançado distalmente até a segunda incisão — geralmente na região maleolar medial (para safena magna) ou na fossa poplítea (para safena parva).
O conjunto de 09 olivas oferece diâmetros progressivamente maiores para adaptação ao calibre variável da veia safena ao longo do membro. A escolha da oliva adequada é crítica: uma oliva menor que o calibre da veia permite deslizamento sem extração; uma oliva maior que o calibre dilacera a parede venosa e aumenta o hematoma do túnel de stripping. A oliva correta promove a invaginação e extração da veia com o mínimo de trauma às estruturas perivasculares — especialmente ao nervo safeno, que acompanha a veia nas porções média e distal da perna.
4.3 Flebectomia de Colaterais com Kit Agulha para Varizes 16 CM
Após a retirada do tronco safeno, as colaterais varicosas mapeadas no pré-operatório são removidas pela técnica de flebectomia ambulatorial (Muller). O Kit Agulha para Varizes 16 CM (vários calibres) é o instrumental central dessa fase.
A técnica consiste em: microincisão ou micropunção de 2–3 mm sobre a veia varicosa marcada → introdução da agulha para varizes com a curvatura adequada → preensão e avulsão da veia pelo gancho da agulha → tração progressiva do segmento varicoso até sua remoção completa. As incisões são tão pequenas que frequentemente não requerem sutura — fecham espontaneamente com curativo compressivo, com resultado estético superior ao da ligadura convencional por incisões maiores.
4.4 Dissecção Fina e Preservação do Nervo Safeno
As Pinças Adson (Dente e Serrilha) 120mm e as Pinças Anatômicas (140mm a 160mm) permitem a manipulação segura de vasos e nervos sensitivos adjacentes durante toda a fase de dissecção. O nervo safeno — ramo terminal do nervo femoral — acompanha a veia safena magna no canal subsartorial e na face medial da perna, tornando-se superficial na região infrapatelar. É o nervo sensitivo mais frequentemente lesado durante a safenectomia.
A dissecção com Tesoura Metzenbaum Curva 180mm a 200mm ao redor do tronco safeno deve ser realizada em plano estritamente perivascular, identificando e preservando o nervo antes da passagem do fleboextrator. Uma lesão do nervo safeno gera hipoestesia ou parestesia na face medial da perna e do pé — complicação sensorial que pode ser permanente.
5. Finalização: Hemostasia, Enfaixamento e Fechamento
A fase de finalização é determinante para o resultado estético e a prevenção de complicações pós-operatórias — especialmente o hematoma do túnel de stripping e a linfocele inguinal, as duas intercorrências mais frequentes na safenectomia.
6. Boas Práticas e Considerações Técnicas em Cirurgia de Varizes
A cirurgia de varizes é realizada em grande volume nos serviços de cirurgia vascular, o que não deve reduzir o rigor técnico de cada procedimento. Algumas práticas fundamentais:
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A marcação pré-operatória com o paciente em pé é inegociável — sem ela, o cirurgião opera 'às cegas' após a indução anestésica, quando as veias estão colabadas e invisíveis. O mapeamento deve incluir o tronco safeno e todas as colaterais a serem removidas.
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O duplex scan venoso pré-operatório é obrigatório: deve documentar o refluxo da veia safena magna (> 0,5 s na compressão-descompressão), a competência do sistema venoso profundo (trombose venosa profunda prévia contraindica a safenectomia sem criteriosa avaliação) e a anatomia das tributárias da crossa.
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As Pinças Halstead Mosquito 120mm devem ser utilizadas para ligadura individual de cada tributária da crossa — nunca clipagem em massa de múltiplas tributárias juntas. A ligadura individual é a única técnica que garante hemostasia confiável e ausência de tributária pérvea residual, principal causa de recidiva varicosa após safenectomia.
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A escolha da oliva do Fleboextrator Conjunto com 09 Olivas deve ser testada antes da introdução: a oliva correta passa pela veia sem resistência excessiva, mas gera tração palpável ao ser tracionada. Força excessiva para avançar ou retirar o fleboextrator indica que a oliva está maior que o calibre local — risco de ruptura venosa e hematoma extenso.
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O Kit Agulha para Varizes 16 CM deve ser utilizado com movimentos suaves de rotação — não de tração linear brusca. A avulsão lenta e progressiva da colateral, girando a agulha enquanto traciona, reduz o sangramento intratecidual e o hematoma local.
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A Tesoura Metzenbaum Curva deve ser mantida com o plano de dissecção rigorosamente perivascular durante toda a fase de exposição da safena — qualquer desvio lateral pode seccionar o nervo safeno, que frequentemente não é visível macroscopicamente antes de ser seccionado.
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O enfaixamento compressivo deve ser aplicado na sala cirúrgica, imediatamente após o fechamento, com o membro ainda em Trendelenburg — nunca após o paciente ser transferido para a maca em posição horizontal, quando o efeito da gravidade já terá enchido o túnel de stripping com sangramento.
Conclusão
A cirurgia de varizes por safenectomia e flebectomia é um procedimento com técnica bem estabelecida, resultados previsíveis e alto índice de satisfação dos pacientes quando executada com rigor. A qualidade do resultado estético e funcional depende diretamente da marcação pré-operatória criteriosa, da ligadura individual das tributárias da crossa com as Pinças Halstead Mosquito 120mm, da escolha correta da oliva do Fleboextrator Conjunto com 09 Olivas para o stripping atraumático e da flebectomia precisa com o Kit Agulha para Varizes 16 CM.
A preservação do nervo safeno — identificado durante a dissecção com Tesoura Metzenbaum Curva 180mm a 200mm e as Pinças Adson 120mm — é o diferencial técnico que separa o procedimento de excelência do procedimento com complicações sensitivas permanentes.
A Universidade Ortop disponibiliza a linha completa de instrumentais vasculares — dos Afastadores Weitlaner 14 CM e 18 CM ao Porta-agulha Crille Wood 150mm, do Fleboextrator Conjunto com 09 Olivas ao Kit Agulha para Varizes 16 CM —, garantindo ao cirurgião vascular os recursos técnicos necessários para uma safenectomia limpa, estética e com recuperação pós-operatória rápida.
FAQ — Perguntas Frequentes sobre Cirurgia de Varizes
Qual a diferença entre safenectomia, flebectomia e escleroterapia?
São três modalidades de tratamento com indicações complementares. A safenectomia é a remoção cirúrgica do tronco da veia safena magna ou parva insuficiente por stripping com o Fleboextrator — indicada para varizes tronculares de grande calibre com refluxo documentado. A flebectomia (Muller) é a extração das veias colaterais varicosas por microincisões com o Kit Agulha para Varizes — complementa a safenectomia ou é usada isoladamente para varizes de médio calibre. A escleroterapia é um tratamento não cirúrgico com injeção de agente esclerosante (polidocanol, glicose hipertônica) diretamente na veia — indicada para telangiectasias (vasos finos), veias reticulares e como complemento pós-cirúrgico para colaterais residuais de pequeno calibre.
O que é a crossa da veia safena e por que sua ligadura é o passo mais crítico da safenectomia?
A crossa (ou junção safenofemoral) é o ponto onde a veia safena magna desemboca na veia femoral comum na região inguinal. Nessa junção, a safena recebe 4 a 6 tributárias principais que drenam o baixo abdome, a genitália e a face medial da coxa. A ligadura inadequada da crossa — deixando tributárias pérveas ou realizando a secção da safena distante da junção femoral — é a principal causa de recidiva varicosa após a safenectomia, responsável por 50–70% das reoperações. A técnica correta exige ligadura individual de cada tributária com Pinças Halstead Mosquito 120mm e secção da safena rente à veia femoral, sem deixar coto residual.
O que é o nervo safeno e quais os riscos de sua lesão na safenectomia?
O nervo safeno é o ramo terminal sensitivo do nervo femoral, responsável pela sensibilidade da face medial da perna e do pé (região maleolar medial e hálux). Ele acompanha a veia safena magna no canal dos adutores (terço médio da coxa) e na face medial da perna, tornando-se superficial a partir do joelho. Durante a safenectomia por stripping, o risco de lesão é maior no terço distal da perna, onde o nervo está muito próximo à veia. A lesão gera hipoestesia, parestesia ou disestesia na face medial da perna — sensação de queimação ou formigamento que pode ser transitória (resolução em 3–12 meses) ou permanente. A dissecção cuidadosa com Tesoura Metzenbaum Curva e a identificação visual do nervo antes da passagem do fleboextrator são as principais medidas preventivas.
Por que o Fleboextrator tem 09 olivas e como escolher a correta?
O conjunto de 09 olivas em diâmetros progressivos (tipicamente de 3mm a 12mm) existe porque o calibre da veia safena varia significativamente entre pacientes e ao longo do próprio trajeto venoso — maior na crossa e progressivamente menor em direção ao tornozelo. A oliva correta deve ter diâmetro ligeiramente maior que o lúmen da veia no local de extração: pequena o suficiente para ser introduzida sem força, mas grande o suficiente para promover a invaginação da veia ao ser tracionada. A escolha errada gera dois problemas opostos: oliva muito pequena — passa pela veia sem extraí-la; oliva muito grande — lacera a parede venosa, causa hematoma extenso e pode lesar estruturas adjacentes.
Qual o tempo de recuperação após safenectomia e flebectomia?
A recuperação é progressiva. No pós-operatório imediato (1–3 dias): repouso relativo com o membro elevado, enfaixamento compressivo contínuo e deambulação curta. Na primeira semana: equimoses e hematoma ao longo do trajeto do stripping são normais — resolvem em 3–4 semanas. Em 2–4 semanas: retorno às atividades leves e trabalho em escritório. Em 4–6 semanas: retorno a trabalho físico e atividade esportiva moderada. O uso de meia de compressão elástica por 4–6 semanas após a cirurgia é fundamental para reduzir o edema residual e acelerar a cicatrização do túnel de stripping. Varizes residuais de pequeno calibre podem ser tratadas com escleroterapia complementar após 3–6 meses.
Produzido por Universidade Ortop | Cirurgia Vascular & Instrumentação Cirúrgica
Este conteúdo tem caráter educativo e técnico.Não substitui avaliação médica especializada.
